Crise nos Ministérios: cinco já tiveram comando trocado

Alfredo Nascimento (PR-AM), Antonio Palocci (PT-SP) e Nelson Jobim (PMDB-RS) foram os primeiros a cair. Foto: Sanatório da Notícia

Postado por: Pedro Hallack

Já estamos no oitavo mês de gestão da presidente Dilma Rousseff, e o que não faltou até agora foram polêmicas e denúncias envolvendo algumas das principais pastas do Executivo Federal. Já são cinco os Ministérios que tiveram o seu comando substituído; a Casa Civil, os Transportes, a Defesa, a Pesca e a Secretária de Relações Institucionais, sendo que, nesses dois últimos, o que ocorreu foi uma troca de comando entre Ideli Salvatti (PT-SC) e Luiz Sérgio (PT-RJ), enquanto os demais saíram do governo. Como se isso já não bastasse, os Ministérios da Agricultura e do Turismo também têm sido vinculados a supostos esquemas de corrupção.

O setor da articulação política foi o primeiro a sofrer mudanças. Antonio Palocci (PT) pediu demissão da chefia da Casa Civil após a imprensa levantar suspeitas quanto à evolução do seu patrimônio, que aumentou 20 vezes num período de quatro anos. A presidente colocou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) à frente da pasta, que passou a ter um perfil mais técnico do que político, em oposição ao que era com Palocci.

Dilma aproveitou a deixa para realizar outra troca na Esplanada dos Ministérios: Ideli Salvatti, antes ministra da Pesca, assumiu o lugar de Luiz Sérgio, que não vinha agradando, na Secretária de Relações Institucionais, enquanto ele a substituiu na Pesca. Com a transformação da Casa Civil em uma pasta mais técnica sob a gestão de Gleisi, a articulação política ficou na alçada de Ideli.

O Ministério dos Transportes viu ser realizada uma verdadeira faxina em seus quadros. Após denúncias de que diversos integrantes da pasta teriam montado um grande esquema de superfaturamento e recebimento de propina por meio de empreiteiras em várias obras e a consequente demissão de Alfredo Nascimento (PR), o então ministro dos Transportes, a presidente Dilma Rousseff ordenou que fosse feita uma verdadeira faxina no Ministério. Nada menos do que 24 funcionários da pasta, quase todos ligados ao PR (Partido da República), foram exonerados de seus cargos.

Tal medida rendeu elogios à presidente, tanto por parte da opinião pública quanto da imprensa. Já o PR anunciou que vai deixar a base governista na Câmara e no Senado e que terá postura independente em relação ao governo.

Já Nelson Jobim (PMDB) caiu por falar demais. O ex-ministro da Defesa foi demitido por Dilma após criticar abertamente membros do governo (como as ministras Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti) e afirmar que votou em Serra nas eleições de 2010. Para o seu lugar foi chamado o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

E outras quedas ainda podem estar por vir. Dessa vez são os Ministérios da Agricultura e do Turismo, ambos da cota do PMDB, que estão na berlinda. O primeiro, cujo ministro é Wagner Rossi (PMDB-SP), é acusado de transformar a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em cabide de empregos para caciques peemedebistas e vê o seu mandatário pegando carona com frequência em jatinho de empresa ligada ao agronegócio. Já o segundo foi surpreendido pela PF, que, através da Operação Voucher, prendeu 36 pessoas, acusadas de participação em desvio de R$ 4,45 milhões de um convênio do Ministério com a Ibrasi.

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Publicado em 17 de agosto de 2011, em Política e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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