Ministro da Agricultura pede demissão após denúncias

Wagner Rossi (PMDB-SP) foi o quarto ministro a sair do governo Dilma

Postado por: Pedro Hallack

E não deu outra. Pouco depois de denúncias de corrupção pipocarem contra o Ministério da Agricultura, eis que Wagner Rossi (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), então titular da pasta, pediu demissão do cargo na última quarta-feira (17/08). Para o seu lugar, a bancada do PMDB na Câmara indicou o líder do governo no Congresso, Mendes Ribeiro (PMDB-RS), cujo ex-cargo será ocupado pelo também gaúcho e peemedebista Eliseu Padilha.

Apesar de todas as mudanças, o tratamento da presidente para com o PMDB, principal aliado do Partido dos Trabalhadores em âmbito nacional, foi muito diferente daquele dado ao hoje ex-parceiro, o Partido da República. De um lado, este segundo viu uma verdadeira faxina em seus quadros no Ministério dos Transportes e teve que engolir a indicação de Dilma para a pasta (apesar de Paulo Sérgio Passos, novo ministro dos Transportes, ser filiado ao PR, ele é funcionário de carreira do Ministério). Do outro, a chefe do Executivo Federal ajudou na blindagem e tratou com toda cortesia possível o ex-ministro Rossi, o qual é muito próximo do vice-presidente Michel Temer (PMDB), além de permitir que o PMDB indicasse os novos nomes para o Ministério da Agricultura e a liderança do governo no Congresso.

Mesmo sendo escolhido pela bancada peemedebista, Mendes Ribeiro é um nome que agrada muito a Dilma, já que ele foi o único deputado do PMDB-RS a fazer campanha para a atual presidente e é seu companheiro de longa data. Talvez o mesmo não se aplique a Eliseu Padilha, que, apesar de ser aliado de Temer, também é ligado a Serra, tendo feito campanha para o tucano nas últimas eleições e sendo ex-ministro dos Transportes da gestão FHC.

De qualquer jeito, esses acontecimentos dão margem para a interpretação de que a “faxina” e o combate à corrupção promovidos por Dilma Rousseff servem mais como marketing político do que qualquer outra coisa. Enquanto o primo pobre, o PR, serve para que tal imagem anticorrupção seja construída, o primo rico, o PMDB, é poupado do fogo amigo e da “vassoura” da presidente em nome da estabilidade política, essa sim, prioridade do Planalto.

 

Anúncios

Publicado em 24 de agosto de 2011, em Política e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: