Red Hot Chili Peppers relembra clássicos e introduz nova era em SP

A banda Red Hot Chili Peppers se apresentando em São Paulo (Foto: Marcos Hermes/Rolling Stone Brasil)

Postado por: Jacqueline Elise

Já se completavam nove anos desde a última passagem da banda Red Hot Chili Peppers ao Brasil, com a turnê “By the Way”. Depois de um hiato após o álbum Stadium Arcadium (2007) e o anúncio da saída do guitarrista John Frusciante em 2009, os Chili Peppers retornaram ao estúdio. Em 2011, um substituto para o posto de Frusciante, Josh Klinghoffer, foi estabelecido e o CD I’m With You foi finalmente lançado. Para a felicidade dos brasileiros, o começo da nova turnê se deu na América Latina e, no dia 21 de setembro, 30 mil pessoas testemunharam a presença da banda na Arena Anhembi, celebrando seus clássicos e introduzindo novas canções que fizeram o público vibrar de alegria. Eles voltaram.

O evento começou com um show decente, porém morno da banda inglesa Foals. Mesmo sendo competentes no palco e com músicas agradáveis, não foi o bastante para empolgar os fãs do Chili Peppers. Depois da apresentação, 40 minutos de espera se aguardaram até que o semblante do baixista Flea aparecesse e fizesse a platéia delirar. “Monarchy of Roses”, do novo álbum, foi a canção utilizada para introduzir o show. O vocalista Anthony Kiedis teve um breve momento de interação com a platéia, soltando um “tudo bem?” e causando uma grande gritaria, que prosseguiu após os primeiros acordes de “Can’t Stop”.

O show todo foi marcado por uma certa nostalgia, graças à quantidade de clássicos presentes no set list. Músicas como “By The Way”, “Otherside”, “Scar Tissue” e “Californication” (ponto alto da noite) com certeza não poderiam faltar, mas teve espaço suficiente para as novas composições. Além da já mencionada “Mornarchy of Roses” (próximo single da banda), as canções “Dance Dance Dance”, “Factory of Faith” , “Look Around”, “The Adventures of Rain Dance Maggie” (atual música de trabalho, confira o clipe aqui) e “Did I Let You Know” também tiveram seu espaço na Arena Anhembi, com destaque especial para a última música que contou com a presença de um trompetista no palco para completar a apresentação.

Flea (à esquerda) e Anthony Kiedis na Arena Anhembi (Foto: Marcos Hermes/Rolling Stone Brasil)

Apesar das imagens impressionantes nos seis telões do palco e do bom trabalho dos músicos (vale ressaltar que Anthony teve um ótimo desempenho vocal, junto com o sempre competente Flea e a bateria poderosa de Chad), a banda (mais especificamente Josh Klinghoffer) enfrentou problemas técnicos. A guitarra de Klinghoffer falhou algumas vezes, principalmente em “Under the Bridge”, erro provavelmente de seu roadie na hora de montar o equipamento. É válido comentar que o guitarrista teve uma performance muito tímida e com poucos momentos de interação entre ele e o resto da banda, porém é justificável: Josh está no lugar de Frusciante, ícone do Red Hot que os fãs não esquecerão, e talvez a pressão para “se provar” ao público esteja grande demais. Klinghoffer nunca será igual ao seu antecessor e isto não é ruim, afinal ele já toca com a banda há muitos anos e se destaca em músicas de sua autoria, cabe tempo e paciência para que ele conquiste seu lugar na opinião alheia.

A animação do público foi totalmente garantida com o bom humor e as conversas do baixista Flea, constantemente homenageado pela plateia berrando seu nome várias vezes seguidas durante muitos momentos do show. Além de contar histórias sobre algumas músicas, como fez na introdução de “Me & My Friends”, costumava fazer vários jams junto ao bateirista Chad Smith e dirigia gracejos aos outros integrantes. Um dos momentos mais divertidos foi a breve malhação de Flea e Anthony com o percussionista Mauro Refosco. “Ei, Flea, esse seu amigo é um filho da p*** cruel! E curiosamente é brasileiro!”, disse o vocalista, seguido por Flea tirando sarro de Joçaba, cidade natal de Refosco: “tem mais pessoas aqui do que na cidade dele!”. Outro momento marcante do baixista foi a curta canção “Pea”, fazendo todos cantarem seus versos cheios de xingamentos entre risadas.

Após um breve intervalo, a banda voltou para cantar mais três músicas: “Dance Dance Dance”, “Don’t Forget Me” e o segundo ápice do show, “Give It Away”, que durou cerca de oito minutos e consolidou a euforia das pessoas que estavam lá, pulando e gritando. Embora tenha sentido falta de canções como “Snow (Hey Oh)” e “Dani California” (que foi cantada no show do Rock In Rio três dias depois, junto com “Around the World”), o Red Hot Chili Peppers garantiu sua presença nesta passagem pelo Brasil e com certeza deixou saudades, ainda mais após a despedidda carinhosa de Flea: “eu te amo, Brasil, e nós voltaremos!”. Os fãs agradecem e esperam que a próxima vinda às nossas terras seja em pouco tempo e tenha emoção ainda maior que a presenciada este ano.

Set list:

“Monarchy of Roses”
“Can’t Stop”
“Tell Me Baby”
“Scar Tissue”
“Look Around”
“Otherside”
“Factory of Faith”
“Throw Away Your Television”
“The Adventures of Rain Dance Maggie”
“Me & My Friends”
“Under the Bridge”
“Did I Let You Know”
“Higher Ground”
“Pea”
“Californication”
“By the Way”

Bis
“Dance, Dance, Dance”
“Don’t Forget Me”
“Give It Away”

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Publicado em 5 de outubro de 2011, em Música e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Red Hot também esteve o Rock in Rio!
    *-*

    Confiram nosso balanço final do festival.

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