Tribunal Superior Eleitoral aprova criação do PSD

Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, presidente e idealizador do Partido Social Democrático (Foto: blog do Altino Machado)

Postado por: Pedro Hallack

No dia 27 de setembro, os juízes do TSE, por 6 votos a 1, aceitaram o pedido de registro do PSD, recém-criado pelo ex-demista e atual prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Com isso, o partido poderá disputar as eleições municipais de 2012. Os parlamentares que forem fazê-lo têm até o dia 7 outubro para se filiar ao partido. O processo de criação da legenda levantou uma série de suspeitas em relação à sua lisura, tendo em vista que não foram poucos os indícios de que ele se deu de maneira fraudulenta. Apesar disso, apenas o ministro Marco Aurélio Mello considerou que o registro não seguiu as regras previstas pela Constituição.

A formação da sigla ratifica a tendência adesista que impera na política nacional. O PSD realizou um rapa nos quadros do decadente Democratas e fez estragos no PSDB, principal partido da oposição, que pode passar a ter a quarta bancada da Câmara (logo atrás do partido de Kassab, além de PT e PMDB, evidentemente). Os novos sociais-democratas do Legislativo Federal nascem, a princípio, independentes, mas devem buscar votar de acordo com o governo. Já no que diz respeito aos governos estaduais, o governismo não se dará de forma tão velada. A legenda apoiará os respectivos governadores em 18 estados e terá uma postura de “independência” (nos mesmos moldes do que é em relação ao Governo Federal) em cinco, incluindo São Paulo. Apenas em três ela integrará a oposição.

Segundo as palavras do grande idealizador da sigla, Gilberto Kassab, o PSD nasce como um partido de centro apesar de, ainda em março, o prefeito de São Paulo ter dito que a agremiação não seria nem de direita, esquerda e centro. Diante desse fato, só podemos chegar a uma conclusão: já que o partido não é nem de direita, centro ou esquerda, nenhuma aliança que for feita poderá ser questionada, pelo menos do campo de vista ideológico.

Como já foi dito, o Partido Social Democrático, o 28º do nosso país, ratifica e aprofunda o oportunismo político que assola o Brasil. Com o nivelamento dos programas político-partidários de PT e PSDB, os integrantes das gigantescas bancadas fisiológicas nas diferentes instâncias do poder não veem vantagens em permanecer como oposição a um governo que tenha diretrizes parecidas com as suas e que provavelmente cederia espaços na máquina pública em troca de apoio político.

Mesmo assim, talvez não seja correto presumir que tudo seja um mar de rosas para os diferentes governos. Com uma visão interessante sobre o assunto, José Roberto de Toledo, analista político do jornal O Estado de S. Paulo, vem com a seguinte análise: a de que essa situação, apesar de diminuir a força dos partidos de oposição, aumenta a oposição interna e as pressões fisiológicas em cima do governo. Este fenômeno ajuda a minar a eficiência do Executivo e trava projetos importantes para o país, além, é claro, de causar grande parte dos escândalos de corrupção que preenchem diariamente as páginas dos jornais.

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Publicado em 5 de outubro de 2011, em Política e marcado como , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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