Os Custos do Transporte

 

Créditos: SPTrans

Postado por: Sara Abdo e Tatiana Montiel

Um dos maiores problemas enfrentados pelos moradores de cidades grandes e seus arredores é o trânsito. Sabe-se que uma das principais soluções para esse problema é o uso do transporte público. Porém, nunca chegamos nem perto do fim do problema. Por que isso acontece?

O transporte público, como ônibus, trem e metrô é muito vantajoso. Além de mais barato, por não incluir gasto com estacionamento, zona azul nas regiões mais movimentadas das capitais e não estar submetido às alterações nas tarifas de taxi, o transporte público leva o passageiro a seu destino com menos riscos. Ainda, há a questão da sustentabilidade, pois o transporte público acomoda muito mais pessoas a serem transportadas por uma mesma quantidade de combustível e ocupam menos espaço nas vias de trânsito. Economiza-se em combustível, manutenção e, conseqüentemente, polui-se menos.

Porém, nem tudo são flores: o transporte público em cidades como São Paulo não tem estrutura e não é compatível à sua população. Tomando a capital paulista como referência, podemos analisar: o custo da passagem é altíssima (R$3,00 para ônibus e R$2,90 para trem e metrô) e a frota, apesar de grande, não é suficiente para abranger toda a população. Como resultado, vemos superlotação: os usuários do transporte público têm que se apertar para conseguir chegar em casa, no trabalho ou na escola. E tudo isso a um preço indigno: a passagem em São Paulo é a mais cara do Brasil!

Para minimizar o efeito das altas tarifas no orçamento da população, em 2004 o Bilhete Único – um cartão de plástico – foi criado na gestão da ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Na época, abrangia apenas os ônibus, porém, lentamente foi integrado ao metrô e aos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Atualmente, o Bilhete Único permite que o passageiro utilize quatro ônibus diferentes, num prazo de quatro horas, pagando apenas uma passagem.

Nessa condição, o custo de uma “viagem” (ida ou volta) longa ficou muito mais barato e bem mais rápido. Por exemplo: uma pessoa que mora em Santo André e vai todo dia ao bairro Perdizes teria que pegar ônibus, metrô e trem. Com o bilhete único, esta pessoa paga apenas R$3,00 nos ônibus que utilizar até chegar ao metrô/trem, e mais R$1,49 pela integração ônibus-metrô (ou ônibus-trem). Portanto, ao invés de pagar R$3,00 no ônibus e mais R$2,90 pelo metrô e trem, a pessoa pagará R$4,49, tendo uma economia de quase 24% toda vez que ela realizar esse trajeto.

Dessa forma, fica fácil constatar que São Paulo precisa de mais frota para o transporte público. Enquanto muitos carros transportam poucas pessoas, poucos ônibus, metrôs e trens transportam muita gente. É mais barato para o bolso da população e para o meio ambiente, que fica menos poluído e, consequentemente, exige menos projetos de conscientização e cuidados com a natureza.

Acompanhe: no próximo post, qual a melhor maneira de viajar. Carro? Ônibus? Avião?

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Publicado em 26 de outubro de 2011, em Economia e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. É a realidade das metrópoles do brasil, baixos iinvestimentos em transporte público, menos juros, mais créditos, assim na primeira oportunidade o cidadão compra seu carro, com dezenas de prestações e participando mais ainda do caos q fica essa cidade em horários de pico.

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